A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novos medicamentos para o tratamento do diabetes tipo 1, para o câncer de mama e para o angioedema hereditário. Os registros foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) na última segunda-feira (9).

A agência aprovou o Tzield® (teplizumabe), indicado para retardar o início do diabetes tipo 1, estágio 3, em pacientes adultos e pediátricos com 8 anos de idade ou mais que já estejam no estágio 2. O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune grave e de longa duração, que costuma se manifestar na infância e pode gerar aumento de complicações, como doenças cardíacas, renais e oculares.
Também foi aprovado o Datroway®, indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama irressecável ou metastático, com receptor hormonal positivo e HER2 negativo, que já tenham se submetido a terapia endócrina e a pelo menos uma linha de quimioterapia para doença irressecável (que não pode ser removida completamente por cirurgia) ou metastática (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).
O Andembry® (garadacimabe) também teve o registro aprovado. O medicamento é indicado para prevenção do angioedema hereditário (AEH). A doença genética é considerada rara e causa inchaços (edemas) repentinos e dolorosos em diversas partes do corpo, que podem afetar de forma recorrente a pele, as mucosas e os órgãos internos.
Epilepsia
A Anvisa aprovou o medicamento Xcopri, à base de cenobamato, indicado para o tratamento de crises focais em adultos com Epilepsia que continuam apresentando episódios mesmo após o uso de pelo menos dois tratamentos diferentes. A autorização também foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira (9).
O medicamento, fabricado pela Momenta Farmacêutica, é um antiepiléptico que atua reduzindo a atividade elétrica anormal no cérebro, o que diminui a ocorrência de novas crises.
A epilepsia é caracterizada por crises repetidas provocadas por alterações na atividade elétrica cerebral. A condição pode aumentar o risco de acidentes e de morte súbita, além de estar associada a problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, e causar dificuldades no trabalho e na vida social dos pacientes.
Segundo a Anvisa, cerca de 30% das pessoas com epilepsia não respondem adequadamente aos tratamentos disponíveis e continuam tendo crises.
Estudos clínicos apontaram que o cenobamato apresentou resultados relevantes na redução das crises. Entre os pacientes que utilizaram 100 mg por dia, 40% tiveram diminuição de pelo menos 50% dos episódios. Já entre aqueles que receberam 400 mg diários, 64% alcançaram a mesma redução. No grupo que utilizou placebo, a melhora foi de 26%.
O medicamento, no entanto, não é indicado para pessoas com síndrome do QT curto familiar, uma condição genética rara que pode provocar arritmias cardíacas.
Apesar do registro aprovado pela Anvisa, o Xcopri só poderá ser comercializado após a definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A eventual oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ainda depende de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e de decisão do Ministério da Saúde.
Fonte: Agência Brasil e O Dia
